A segurança na agroindústria é um desafio multifacetado que exige o equilíbrio entre a alta produtividade e a proteção rigorosa contra riscos físicos, químicos e biológicos.
Em ambientes onde o processamento de matéria-prima é contínuo, a integração de normas regulamentadoras, programas de prevenção e tecnologia de monitoramento é o que define o sucesso da operação.
Abaixo, detalhamos os pilares essenciais para uma gestão de segurança robusta no setor.
O PGRTR (antigo PPRA) e a Identificação de Riscos
Embora o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) tenha sido o padrão por décadas, na agroindústria ele evoluiu para o PGRTR (Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural), conforme as atualizações da NR 31.
Este documento é a "espinha dorsal" da segurança, sendo responsável por:
- Levantamento de Perigos: Identificar riscos de asfixia em locais fechados (motores a combustão), riscos de explosão em silos e zonas de processamento de grãos devido à poeira combustível, e perigos térmicos em caldeiras.
- Avaliação e Controle: Estabelecer prioridades e um cronograma para eliminar ou mitigar riscos que não podem ser totalmente evitados.
NR 31: A Norma Mestra do Setor
A NR 31 é específica para o trabalho na agricultura, pecuária e agroindústria. Ela abrange desde a gestão de agrotóxicos até a segurança com animais e máquinas. Pontos cruciais incluem:
- NR 31.12 (Máquinas e Implementos): Exige que todo maquinário possua dispositivos de intertravamento e proteção de componentes móveis para evitar o acesso à "zona de perigo".
- Capacitação: Determina treinamentos obrigatórios a cada 12 meses para que os colaboradores saibam identificar símbolos universais de segurança e agir em emergências.
Atmosferas Explosivas e Poeiras Combustíveis
Um risco frequentemente negligenciado na agroindústria é a explosão por poeira. Em silos e armazéns de grãos, a suspensão de partículas finas no ar pode criar uma atmosfera explosiva. O controle exige:
- Classificação de Áreas: Identificar zonas críticas segundo normas como a ABNT NBR IEC 60079.
- Equipamentos Ex (À Prova de Explosão): Uso de luminárias, motores e sinalizadores que não gerem fagulhas ou calor excessivo.
- Housekeeping: Limpeza rigorosa para evitar o acúmulo de camadas de poeira que servem de combustível para explosões secundárias.
Leia também: Sinalização Correta para Atmosferas Explosivas e Operações Críticas
4. Sistemas de Alerta e Monitoramento
A agilidade na resposta a incidentes depende de um sistema de alerta eficiente.
Na agroindústria, isso se divide em duas frentes:
- Alertas Operacionais: Avisos de superaquecimento de caldeiras, vazamento de gases ou falha de parada de emergência em esteiras.
- Alertas Agroclimáticos: Utilizados para prever geadas, tempestades ou secas severas que impactam a logística e a segurança das operações de campo.
Desta forma, o ideal é que sejam utilizados sistemas separados, para evitar sobrecarga ou mal funcionamento de equipamentos.
É importante falar sobre isso, afinal de contas, muitas empresas e organizações acabam utilizando o sistema de alarme de incêndio (SDAI) como padrão para tudo, no entanto, isso é um atestado de risco constante, afinal, é um sistema para incêndio, e não para alerta de máquina ou de áreas de risco e evacuação.
Portanto, para garantir eficiência nos alertas, planeje sistemas de alarme corretos e adequados para cada situação.
Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Higienização
As BPFs são mandatórias para garantir a qualidade sanitária, mas impõem um ambiente agressivo aos sistemas de segurança.
A necessidade de lavagem diária com jatos de água e agentes químicos exige que todo dispositivo elétrico e de segurança seja altamente resistente à corrosão e infiltração.
Para além de manter os resultados da operação em conformidade com padrões de qualidade, também é necessário levar em consideração essas condições do ambiente, e o quanto isso pode afetar a saúde e segurança de quem está trabalhando.
Resistência para Ambientes Extremos
Nesse cenário de alta exigência, a BTK SOLUTIONS é parceira estratégica da agroindústria. Com equipamentos fabricados para enfrentar os desafios de uma das áreas mais importantes e prosperas do Brasil.
E sabemos, que com uma responsabilidade tão grande na agroindústria, o maior desafio do setor é encontrar dispositivos que não falhem diante da umidade excessiva de frigoríficos ou do calor intenso de áreas de caldeiras.
O sinalizador audiovisual BTK-SRZGDR1 foi desenvolvido justamente para essas condições.
Com classificação IP66, ele é confeccionado com Design robusto que evita mal funcionamento por exposição a poeira, é resistente a jatos potentes de água, permitindo que a higienização exigida pelas BPFs seja feita sem danificar o sistema de alerta.
Sua estrutura em aço manganês garante durabilidade mecânica, enquanto o alerta de 115dB assegura que a equipe seja notificada mesmo em ambientes com alto ruído de máquinas ou presença de vapor.

Com a BTK, a conformidade com a NR 31 e a proteção da planta industrial caminham juntas com a tecnologia mais robusta do mercado.

